Tendências da família contemporânea

  • Agnaldo Kupper

Resumo

A família é a mais antiga e mais difundida das instituições sociais. Marcada por rupturas históricas e transformações, a família, enquanto instituição social, passa por mudanças significativas. No mundo moderno, casa-se cada vez menos e cada vez mais tarde. As uniões são diversas e menos duráveis. O número de membros da família diminui. Os nascimentos extraconjugais são mais comuns, com significativa tendência de famílias em que pai e mãe são um só (boa parte das vezes, mãe solteira ou divorciada). Há muito o filho não é mais a finalidade do casamento. Os tempos da família patriarcal já foram ultrapassados, assim como estão cessando a divisão de tarefas dentro de uma união. À mãe não cabe mais apenas as tarefas da casa. Os filhos não seguem mais, obrigatoriamente, a profissão paterna. O amor torna-se mais importante do que a aliança. Em caso de uma separação de casal com filhos, a tendência é a guarda compartilhada ou que o(s) filho(s) fique(m) com a parte mais estável. No entanto, por mais que não seja mais a mesma do século XIX, em que tinha padrões rígidos e o dever de formar bons cidadãos que dessem moldes às expansões nacionalistas, a família, enquanto instituição social, está intimamente ligada ao contexto social vivido em nosso mundo contemporâneo . Desta forma, mudanças nos padrões familiares refletem sobre toda a sociedade, assim como as transformações sociais repercutem sobre as estruturas familiares.

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Agnaldo Kupper

Professor de ensino superior e de pós-graduação; escritor; historiador.

Publicado
2018-07-18
Como Citar
KUPPER, Agnaldo. Tendências da família contemporânea. Revista Terra & Cultura: Cadernos de Ensino e Pesquisa, [S.l.], v. 29, n. 57, p. 135-146, jul. 2018. ISSN 2596-2809. Disponível em: <http://periodicos.unifil.br/index.php/Revistateste/article/view/181>. Acesso em: 07 ago. 2020.
Seção
Artigos

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